segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A "Paradinha" não é criação do Pelé

É o seguinte, pessoal: atualmente está em discussão o pênalti e a forma de cobrá-lo, na maioria das vezes, - agora está na moda! -, com a famigerada “paradinha”. Como sempre ocorre nesses casos, alguém aparece como pai da idéia. Dizem uns, foi fulano; outros, foi cicrano; outros mais, foi beltrano. Não há unanimidade, mas a maioria atribui a Pelé, que a consagrou no momento histórico do seu “milésimo gol” contra o Andrada, do Vasco, em 1969.
Embora tenha sido Pelé quem a popularizou, não concordo que tenha sido ele quem primeiro utilizou essa enervante reticência. Tenho firmes convicções de que ele se inspirou em alguém não menos famoso que ele próprio: Beethoven. Há algum tempo, numa entrevista, ele demonstrou alguma familiaridade com esse gênio da música. A certa altura, quando lhe inquiriram sobre o aparecimento de um novo “Pelé”, ele declarou: “Olha, Beethoven só existiu um, portanto, “Pelé”, também, eu creio que só existirá um!”
Isto me levou a pensar que ele deve conhecer a sua obra, pelo menos dentre as composições mais populares, e, assim, com certeza, deve ter assistido à 5ª. Sinfonia que é onde vamos encontrar a “original” paradinha e que deve ter, definitivamente, inspirado o nosso “rei”!
Essa sinfonia, que, para alguns críticos, é o que melhor reflete a sua genialidade, é “música absoluta”, - e quem sou eu pra discordar? - também conhecida como a Sinfonia do Destino, pelo sentido simbólico revelado nas suas notas iniciais: sol / sol / sol / mi bemol (nota mais longa), como se o destino, ou alguém, batesse à sua porta: toc, toc, toc, tooooc! Gosto é algo muito pessoal, e, embora goste dessa também e tudo da obra de Beethoven, se tivesse que escolher a melhor, preferiria a Nona!),
Retomando. O primeiro movimento que dura mais ou menos 8 minutos, dependendo da cadência que lhe imprimir o maestro, começa num envolvente “allegro com brio” de profunda dramaticidade, numa velocidade vertiginosa onde não sabemos ainda aonde nos leva, mas nos deixa perplexos e, ao mesmo tempo, ansiosos para logo alcançarmos o desconhecido. Mas, eis que de repente, algo inesperado acontece, precisamente aos 3min45seg, quando começamos a divisar algo novo, talvez o portal do Paraíso, o Mestre, inseguro com o que “vê”, dá uma parada, que não durou mais do que o tempo de uma semibreve, mas que para nós parece uma eternidade, que nos faz sentir como uma criança agarrada ao braço do pai que, por um instante a abandona, o que a leva a pensar: “E agora?” Mas, é salva logo em seguida, e, assim, toda a paz volta a nos envolver.
Quem já viveu esse momento sublime, embora momentaneamente angustiante, pode entender a agonia vivida pelo goleiro no momento da “paradinha” que não dura mais do que o tempo de uma semibreve, mas que para ele parece uma eternidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A emigração ilegal

Os culpados, em parte, por essa leva de imigração ilegal é, alem dos próprios imigrantes que são maiores, vacinados, os órgãos da imprensa, que fazem verdadeiras reportagens promocionais com os contraventores, isso mesmo!, os contraventores, mostrando um "glamour" falso, ao invés de desencorajar esse comportamento, mostrando aos mesmos que é ilegal e que a forma de se entrar num país deve ser pela porta da frente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A mãe esquecida

Que dizer daquela mulher que deixou o filho de seis meses dentro do carro e que morreu devido à desidratação provocada pelo forte calor de 50 graus dentro do veículo?

A desculpa apresentada pela esquecida mãe: mudou a rotina! My god! Oh, my god!

Filho é prioridade acima de tudo! Absoluta! Qualquer mãe ou pai que tivesse um pouco de atenção pelo filho, antes de deixar o carro olharia três vezes, quatro vezes, mil vezes, antes de deixá-lo. Meus filhos nunca, nunca, nunca mesmo, ficaram sozinho nem por alguns segundos. E assim mesmo, ainda passamos sustos! Imagine!

Uma vez, quando a nossa criança de um ano engatinhava no chão e, por alguns segundos, nos descuidamos e ela meteu a tampa-pincel do vidro de esmalte na tomada e deu-se um papoco! Só o susto!

Outra vez: estávamos os três num supermercado. Ela já andava - e cada um tomava de conta um pouco, quando de repente, - apenas por alguns segundos - olhei para minha mulher e ela estava sem a criança: "Cadê a criança?" Ela respondeu: "Não está com você?" O chão sumiu dos meus pés, senti um terror se apossar de mim e, como um raio, corri para o outro lado da gôndola e... Lá estava ela, inocente, sorrindo para mim!

Sem comentários!

Por tudo isso não perdoo a mãe daquele bebê que morreu desidratada dentro do carro. Ela me parecia apenas muito culpada pelo ato. Mas claro! Só isso?

Se ocorresse comigo eu reagiria assim: "Prendam-me! Joguem-me num calabouço frio e sem luz, tranquem a cela e joguem a chave no mar!"